A banda de rock Ad Finem está preparando o álbum de estréia, que conta com músicas inéditas de temática existencial, como “Frio”, “Sob a sombra do desamparo”, “Asas de cera”, “Peripécias de Morfeu” e “Coração e pedra” - a faixa que intitula o disco. O término das gravações está previsto para o final de julho.
A banda pretende se lançar com uma proposta interessante para quem aprecia letras existenciais, começando pela tematização do álbum. Com influência de pensadores como Camus, Sartre, Schopenhauer e Nietzche, as músicas unem-se para dar ao cd uma perspectiva que oscila entre absurdismo e existencialismo; um contraponto a preceitos sociais (vigentes legalmente ou não). “Desesperança, niilismo, absurdo, solidão, auto-ilusão, uma sociedade que se antepara na atmosfera letárgica de mentiras milenarmente convencionadas e institucionalizadas - estas são abordagens que compõem o ‘plano de fundo’ no qual se assentam todas as nossas músicas”, exemplifica JJ, compositor e guitarrista.
Na sonoridade, os integrantes transferem às músicas influências como Pink Floyd, Lobão, Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Angra, Dream Theater, dentre outras. “Sou recente na banda e, apesar de gostar bastante de rock, minhas influências estão mais ligadas a manifestações tidas como ‘de raízes brasileiras’. Contudo, os meninos estão pondo meus ouvidos num bom caminho”, brinca Jael Vieira, vocalista.
Como toda banda independente, a Ad Finem está enveredando pelo ciberespaço para a divulgação. Além da comunidade no Orkut (www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=37495159), há um perfil no site Myspace (www.myspace.com/adfinemm) com informações sobre a banda e a disponibilização das duas primeiras músicas de trabalho – “Asas de cera” e “Coração e pedra”. “Por a Internet ter grande dimensão, ganhar espaço é um pouco difícil, mas não impossível. E nós estamos preparados”, diz o vocalista.A Ad Finem originou-se em meados da década de 1990 no distrito de Negras, município de Itaíba, Agreste do Estado. Primeiramente nomeada de “Legião Rural”, já conotando e delimitando o âmbito de atuação musical, a banda tocava músicas de artistas conhecidos, a exemplo de Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii e RPM. Com o passar dos anos e o entra-e-sai de membros, a banda amadureceu, ganhou composições próprias e teve o nome mudado para Ad Finem – expressão latina que significa “até o fim”. Na atual formação estão os pernambucanos Saulo Augusto, JJ, Walisse Vermelho, Kleber Ramos, Zé Soares e Jael Vieira, respectivamente: guitarras, guitarra-base, violão e letras, baixo, teclado, bateria e vocal.
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A Ad Finem agradece ao jornalista Mario Flávio Lima, que possibilitou este feito.


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