sexta-feira, 8 de maio de 2009

BANDA "AD FINEM" PREPARA ÁLBUM INÉDITO

Esta matéria saiu no Jornal Extra de Pernambuco (25-30/04); Caderno C, página B2.

A banda de rock Ad Finem está preparando o álbum de estréia, que conta com músicas inéditas de temática existencial, como “Frio”, “Sob a sombra do desamparo”, “Asas de cera”, “Peripécias de Morfeu” e “Coração e pedra” - a faixa que intitula o disco. O término das gravações está previsto para o final de julho.

A banda pretende se lançar com uma proposta interessante para quem aprecia letras existenciais, começando pela tematização do álbum. Com influência de pensadores como Camus, Sartre, Schopenhauer e Nietzche, as músicas unem-se para dar ao cd uma perspectiva que oscila entre absurdismo e existencialismo; um contraponto a preceitos sociais (vigentes legalmente ou não). “Desesperança, niilismo, absurdo, solidão, auto-ilusão, uma sociedade que se antepara na atmosfera letárgica de mentiras milenarmente convencionadas e institucionalizadas - estas são abordagens que compõem o ‘plano de fundo’ no qual se assentam todas as nossas músicas”, exemplifica JJ, compositor e guitarrista.

Na sonoridade, os integrantes transferem às músicas influências como Pink Floyd, Lobão, Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Angra, Dream Theater, dentre outras. “Sou recente na banda e, apesar de gostar bastante de rock, minhas influências estão mais ligadas a manifestações tidas como ‘de raízes brasileiras’. Contudo, os meninos estão pondo meus ouvidos num bom caminho”, brinca Jael Vieira, vocalista.

Como toda banda independente, a Ad Finem está enveredando pelo ciberespaço para a divulgação. Além da comunidade no Orkut (www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=37495159), há um perfil no site Myspace (www.myspace.com/adfinemm) com informações sobre a banda e a disponibilização das duas primeiras músicas de trabalho – “Asas de cera” e “Coração e pedra”. “Por a Internet ter grande dimensão, ganhar espaço é um pouco difícil, mas não impossível. E nós estamos preparados”, diz o vocalista.

A Ad Finem originou-se em meados da década de 1990 no distrito de Negras, município de Itaíba, Agreste do Estado. Primeiramente nomeada de “Legião Rural”, já conotando e delimitando o âmbito de atuação musical, a banda tocava músicas de artistas conhecidos, a exemplo de Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii e RPM. Com o passar dos anos e o entra-e-sai de membros, a banda amadureceu, ganhou composições próprias e teve o nome mudado para Ad Finem – expressão latina que significa “até o fim”. Na atual formação estão os pernambucanos Saulo Augusto, JJ, Walisse Vermelho, Kleber Ramos, Zé Soares e Jael Vieira, respectivamente: guitarras, guitarra-base, violão e letras, baixo, teclado, bateria e vocal.
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A Ad Finem agradece ao jornalista Mario Flávio Lima, que possibilitou este feito.

domingo, 15 de março de 2009

MÚSICAS ANTI-PEDOFILIA

Toca uma música ao fundo proveniente de um DVD. É uma daquelas músicas engraçadinhas cheias de duplo sentido ou de sentido (bem) direto. Você está bebendo seu chope e aparece uma figura feminina com roupas curtas: o que seria uma camiseta é uma faixa cobrindo os seios; o que seria uma calça é uma tirinha de pano que cobre a genitália. Ela rebola, sacode o busto, dança, contorce-se, faz gestos sensuais: segue o que diz a letra da música; imita as dançarinas que aparecem no vídeo. Ambas as imagens, a real e a virtual, são excitantes, não? O ambiente transborda lascívia indubitavelmente. Mas atine: à sua frente está sua filha de dez anos de idade... Você se pergunta: sou pedófilo?

Desligue o DVD por um instante.

Pergunte-se: sexo só se pratica com humanos após a puberdade? Por que crianças não podem também fazê-lo? Em algumas sociedades, isto pode acontecer. A sociedade ocidental diz que isto é um erro, pois as crianças não têm porte corporal nem genético, nem tampouco psicológico, para tal ação. Mas as crianças também escutam aquelas músicas que incitam ao sexo. E vão além: as meninas se moldam ao estilo de se vestir e de ser das dançarinas (leia-se “adornos de palcos”) que acompanham os músicos; os meninos tornam-se, desde cedo, influenciado pelas letras, predadores de objetos sexuais... De novo acordando à sociedade ocidental, esses são comportamentos para crianças? Não. E onde é que está a Xuxa para cantar para estas crianças? Você provavelmente riu desta pergunta. E a resposta para ela é o seu riso. O riso precedido de uma corriqueira afirmação: Xuxa é para crianças. Estranho, não? Não.

Há algum tempo, crianças tinham até 15 anos. Há menos tempo, crianças tinham até 12 ou 13 anos. Há alguns anos, crianças têm até 10 anos. Após esta idade, são adolescentes, são jovens, são adultos, são quaisquer coisas, mas não são crianças; não escutam jamais(!) as músicas da Xuxa. Para os pedófilos, crianças são assim mesmo. Estudiosos de psicologia dizem que existem principalmente dois tipos de pedófilo: o que pensa que é criança e o que gosta de crianças por medo de se relacionar com adultos. Para estes, as crianças têm de nove anos abaixo; acima dessa faixa etária não são crianças. Antigamente poderia ser, mas para hoje estão muito adultas.

Agora veja: isso é bom ou ruim? Quer dizer que as pessoas a partir de 10 anos de idade estão livres dos pedófilos? Não sei dizer precisamente, porque o prazer sexual varia de acordo com a vivência social e pessoal. Mas, no todo dos casos conhecidos, a resposta é sim.

Destarte, continue a escutar e ver o DVD da banda Saia Rodada. Quando ele terminar de rodar, prossiga com os DVD’s das bandas Aviões do Forró, Psirico, Calcinha Preta, Trem Bala, MC Créu e similares. Não se esqueça de mostrar à sua filha quão boas são essas músicas e insista para ela gostar. Ela já deve ter começado a sentir pequeninas fagulhas da puberdade, começado a se apaixonar, ter quisto sair de casa sozinha e, logo, precisa se mostrar uma mulher crescida com o modo de pensar, o gosto musical, o modo de se vestir e de agir, tudo concernente a esta fase. Assim, você não precisa temer que pedófilos aliciem-na e abusem-na. Como sei que dará certo, indique esta educação aos amigos e familiares; precisamos acabar com a pedofilia de uma maneira mais prática, não é? Outra coisa: combata quem quer impor a faixa indicativa de idade às músicas, como fizeram aos filmes pornôs – isto só desfará o nosso plano. No fim da pedofilia, você dirá: eu ajudei a acabar com este crime.

Ah! Sobre a pergunta feita no início (“sou pedófilo?”), não tenha dúvidas: você não é. Sua filha não é mais criança (repare nos trajes e nos gestuais com os quais ela dançava). Contudo espere: não tenha relações amorosas com ela. Muito cuidado, pois a sociedade ocidental diz: incesto é crime.


PS.: eu tenho pena dos pedófilos. Não apenas por isto ser como uma doença, mas, sobretudo, porque no futuro eles não terão mais criancinhas para se apaixonar e ter prazer. Não ter paixão e prazer é o fim do mundo.